Lisabell estava sentada na cama, sem forças para levantar - se. Olhava pela janela sentindo vontade de levantar - se e ir até ela para olhar para os jardins mas sabia que se tentasse não aguentaria e cairía no chão . Pensou em Morgana, onde estaria ela ? Sua pequena e leal Morgana, sempre aparecendo furtivamente quando ninguém estava por perto, sabia que Prévan não permitiria que Morgana estivesse sempre com ela, Prévan não iria querer suavizar sua dor, de modo algum. Morgana não lhe contara para não causar - lhe dor, mas ela sabia, conhecia sua filha, se ela pudesse não sairía de seu lado durante o tempo que lhe restava. As lágrimas correram de seus olhos, o sofrimento que sua morte causaria desabaria todo sobre sua pequena. Lisabell queria poder curar - se mas seus acessos de tristeza profunda e de histeria eram perigosos e os remédios já não lhe bastavam, seu coração jamais se curara devido ao amor perdido, ao seus grande e eterno amor que carregaria consigo para o túmulo e que o casamento forçado jamais conseguiria destruir ... Lisabell jamais quisera se casar com Prévan, seu dinheiro e seu nome de nada lhe valiam, Lisabell amava outro. Um aprendiz de um fabricante de violinos, pobre e sem quem lhe sustentasse vivia como servo de velho François de Bourgon, que lhe ensinara a arte da fabricação de violinos e lhe ensinara mais do que isso ... lhe ensinara a tocar ...
Jean Charleaux era um rapaz alegre, educado e tímido que Lisabell havia conhecido na infância devido a aliança de sua família com o velho fabricante de violinos, apaixonada desde a mais tenra idade sonhava casar - se com Jean e ele retribuía seu doce amor. Viviam se encontrando as escondidas e Lisabell tomava extremos cuidados para não ser pega ou acabaria sendo severamente castigada. Ao completar quatorze anos Lisabell abriu - se com sua mãe e uma terrível tempestade devastou a casa dos Fronsac's ... Lisabell foi mandada a um convento e Jean foi proibido de aproximar - se novamente de Lisabell, o casionando assim a quebra da aliança entre Bourgon e o Sr. Fronsac, pai de Lisabell. O escândalo foi abafado e após três meses de exílio Lisabell enlouqueceu, sofrendo com a depressão e fortes acessos de loucura, após sete meses entre a vida e a morte, vivendo momentos em que já não sabia mais quem era, enlouquecida pelo amor devastador e verdadeiro que fora brutalmente interrompido ... Lisabell retornou à sanidade. Ainda dois meses continuou internada no convento e então saiu ... para ser obrigada a casar - se com o libertino e famigerado Prévan La Fére , muito mais interessado em seu dote do que em seu coração.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
terça-feira, 20 de maio de 2008
Capítulo 5 : Isabelle
''Kristopher!'' - chamou a voz doce e muito feminina de Isabelle, Morgana correu para ela. Isabelle era frágil e delicada, devia ter não mais que vinte e três anos, era magra e pouco menor que a mãe de Morgana, seus cabelos eram longos como os de Kristopher mas de um louro mais escuro e dourado. Seus olhos eram verdes como os dele. Sua pele era suavemente queimada pelo sol. Isabelle era a professora de piano de Morgana e há anos apaixonada por Kristopher, mais precisamente desde a infância. Kristopher olhou - a aborrecido. '' Chegou cedo demais, Isabelle, eu estava conversando com Morgana. '' Isabelle olhou - o entre magoada e desafiadora. '' Sorte da Morgana então. '' Disse ela apertando mais Morgana, que a abraçava, Kristopher encarou - a sério e então sorriu, se divertindo. '' Até mais tarde Morgana.'' - disse ele lançando a Morgana um olhar feroz e libertino e saindo logo em seguida. Morgana apertou as vestes de Isabelle.
'' Acalme - se querida, está tudo bem.'' - sorriu Isabelle pegando Morgana pela mão. '' Venha, soube que sua mãe está doente, estimo melhoras. '' Morgana olhou - a se deixando levar para dentro da casa. '' Sim, é verdade, mas ela vai ficar boa logo, você vai ver. '' - sorriu ela. Isabelle que há muitos anos era ligada á família La Fére sabia que isso não era verdade, sabia que desta vez a crise de Lisabell estava mais profunda e mais forte e que a vida dela estava se esvaindo, mas jamais poderia dar esta tristeza à Morgana, aquela doce e adorável menina, que justiça havia no mundo se á ela só restaria viver naquele covil de lobos? ! Isabelle pensava o tempo todo na pobre Morgana ... tão pequena ... tão talentosa ...
Naquela manhã enquanto Morgana tocava uma pequena peça de Bach, Isabelle observava suas mãozinhas, tão pequenas e frágeis, não se pareciam com as elegantes e esguias mãos de Lisabell, nem sequer com as rústicas e pesadas mãos de Prévan, se pareciam com as mãos de outra pessoa ... Morgana estava se tornando uma exímia pianista embora , Isabelle sabia, estivesse indo ainda mais rápido nas aulas de violino. Lisabell teria orgulho se pudesse vê - la se torner uma mulher. Isabelle teve medo por Morgana, Kristopher, seu amado Kristopher ! Era um perigo para a pequena Morgana. Sempre em seu rastro, obcessivamente perseguindo -a, desejando -a ... como um homem tão belo e tão fascinante podia nutrir aquele amor perverso por uma menina ? Morgana só tinha cinco anos !!! '' Oh Deus ! Proteja a pequena Morgana do demônio que vive em meu amado ... '' - pensou Isabelle. Pela fresta da porta da cozinha, de braços cruzados, observando a jovem Morgana, estava Kristopher, nutrindo sua terrível obcessão .
'' Acalme - se querida, está tudo bem.'' - sorriu Isabelle pegando Morgana pela mão. '' Venha, soube que sua mãe está doente, estimo melhoras. '' Morgana olhou - a se deixando levar para dentro da casa. '' Sim, é verdade, mas ela vai ficar boa logo, você vai ver. '' - sorriu ela. Isabelle que há muitos anos era ligada á família La Fére sabia que isso não era verdade, sabia que desta vez a crise de Lisabell estava mais profunda e mais forte e que a vida dela estava se esvaindo, mas jamais poderia dar esta tristeza à Morgana, aquela doce e adorável menina, que justiça havia no mundo se á ela só restaria viver naquele covil de lobos? ! Isabelle pensava o tempo todo na pobre Morgana ... tão pequena ... tão talentosa ...
Naquela manhã enquanto Morgana tocava uma pequena peça de Bach, Isabelle observava suas mãozinhas, tão pequenas e frágeis, não se pareciam com as elegantes e esguias mãos de Lisabell, nem sequer com as rústicas e pesadas mãos de Prévan, se pareciam com as mãos de outra pessoa ... Morgana estava se tornando uma exímia pianista embora , Isabelle sabia, estivesse indo ainda mais rápido nas aulas de violino. Lisabell teria orgulho se pudesse vê - la se torner uma mulher. Isabelle teve medo por Morgana, Kristopher, seu amado Kristopher ! Era um perigo para a pequena Morgana. Sempre em seu rastro, obcessivamente perseguindo -a, desejando -a ... como um homem tão belo e tão fascinante podia nutrir aquele amor perverso por uma menina ? Morgana só tinha cinco anos !!! '' Oh Deus ! Proteja a pequena Morgana do demônio que vive em meu amado ... '' - pensou Isabelle. Pela fresta da porta da cozinha, de braços cruzados, observando a jovem Morgana, estava Kristopher, nutrindo sua terrível obcessão .
domingo, 18 de maio de 2008
Capítulo 4 : Kristopher.
Morgana caminhava tranquilamente pelos jardins da mansão La Fére, distraída, olhava na direção das janelas. Atrás de uma delas estava Lisabel. Conseguira três vezes ver a mãe ... mas três vezes em duas semanas nã era nada. Lisabel estava a cada dia mais pálida e mais magra, parecia extremamente frágil e pelas conversas que Morgana ouvira, pouco comia e às vezes vomitava. Morgana fora para junto dela durante os descuidos do pai, que havia se esquecido de trancar a porta. Lisabel sentira-se feliz ao ver a filha. '' Minha querida e doce Morgana, sinto tanta falta de sua presença junto a mim, por quê não junta - se a mim com mais frequência? '' - perguntara-lhe da primeira vez. Morgana teve medo de contar a ela que o pai a proibíra e procurou ocultar - lhe a verdade, dizendo que suas aulas de piano estavam exigindo muito dela, o que não era bem verdade mas que pode ocultá - la com perfeição, já que na ausência da mãe passava a maior parte do tempo tocando e estudando, solitária. Agora, caminhando pelo jardim, quase podia ouvir a mãe cantando para ela ... quase podia sentir seus doces toques ...
'' Está um belo dia para pequenas caças, sabia Morgana? '' O susto de Morgana foi tão grande que ao recuar, tropeçou e acabou caindo. Era seu tio Kristopher. O assustador e belo irmão de seu pai. Prévan tinha vinte e oito anos, Lisabel tinha vinte e três - ou vinte e quatro, Morgana não sabia ao certo - e Kristopher tinha vinte e um. Kristopher era alto, louro, de olhos verdes um tanto escuros, seu andar era imponente, seu porte era esguio e no entanto viril, era belo em absoluto mas assustador. Vivia aparecendo onde Morgana ía e parecia seguí - la sorrateiramente, tentando cercá -lá. '' Oi ... '' - respondeu Morgana diante do sorriso diabólico do tio. Kristopher era mais assustador que Prévan, que parecia mais desprazá - la que perseguí - la. Kristopher aproximou - se, Morgana recuou ... '' Sabe Morgana quando você crescer vai se tornar uma menina realmente tentadora ... gostaria de pedir a Prévan que me desse sua mão, que a prometesse a mim ... e eu esperaria que completasse treze anos para então ... '' - aproximou-se ainda mais encurralando - a de costas para um roseiral ''... tomar o que deve ser meu por direito.'' Morgana sentiu o medo sufocar - lhe a garganta mas antes que pudesse gritar uma voz chamou por Kristopher.
'' Está um belo dia para pequenas caças, sabia Morgana? '' O susto de Morgana foi tão grande que ao recuar, tropeçou e acabou caindo. Era seu tio Kristopher. O assustador e belo irmão de seu pai. Prévan tinha vinte e oito anos, Lisabel tinha vinte e três - ou vinte e quatro, Morgana não sabia ao certo - e Kristopher tinha vinte e um. Kristopher era alto, louro, de olhos verdes um tanto escuros, seu andar era imponente, seu porte era esguio e no entanto viril, era belo em absoluto mas assustador. Vivia aparecendo onde Morgana ía e parecia seguí - la sorrateiramente, tentando cercá -lá. '' Oi ... '' - respondeu Morgana diante do sorriso diabólico do tio. Kristopher era mais assustador que Prévan, que parecia mais desprazá - la que perseguí - la. Kristopher aproximou - se, Morgana recuou ... '' Sabe Morgana quando você crescer vai se tornar uma menina realmente tentadora ... gostaria de pedir a Prévan que me desse sua mão, que a prometesse a mim ... e eu esperaria que completasse treze anos para então ... '' - aproximou-se ainda mais encurralando - a de costas para um roseiral ''... tomar o que deve ser meu por direito.'' Morgana sentiu o medo sufocar - lhe a garganta mas antes que pudesse gritar uma voz chamou por Kristopher.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Capítulo 3 : Prévan.
Morgana corria, corria como louca. Tinha raiva, sentia uma dor muito profunda e angustiante. Doente? Sua mãe? Era mentira! Ela era saudável ... Nada havia de errado com ela . A tempestade despencava encharcando suas roupas e seus cabelos, lá dentro da casa descansava sua mãe, trancada dentro do quarto. Queria vê-la e perguntar-lhe o que tinha mas não a deixavam. Trancavam a porta e diziam que não devia perturbar a mãe que convalescia. Perturbar? Não, não queria perturbá-la ... queria apenas segurar sua mão, tocar sua face e dizer-lhe que em breve tudo estaria bem. Sentou-se entre as roseiras, chorava. Tinha raiva de Prévan. Como podia ele ser seu pai se cada vez que a olhava era com ares de desprezo? Lembrou-se com perfeição dos fatos daquela manhã ... Havia acordado calmamente, ouvira a voze do doutor Mondigliane, falava com seu modo arrastado, baixo, sua voz era rouca e irritava Morgana ao extremo. Prévan parecia impaciente. ''Ontem a noite foi que tudo começou, havia três dias que não comia, Robert. Disse que a forçaria a comer se não o fizesse de bom grado, recusou-se, parecia corroída de amargura, de dor. Continua tendo sonhos perturbados, fala enquanto dorme, acorda suando frio e caminha pelo quarto na escuridão, as vezes senta-se à janela e cantarola a Passacaglia de Biber como um mantra, senti-me forçado a procurar-vos.'' Morgana arriscou-se a olhar um pouco mais para fora do quarto, o doutor, embora de costas para ela, parecia preocupado. '' Senhor La Fére, sabemos muito bem a que extremos caminham o ódio e o amor e ainda melhor conhecemos o que domina o coração de sua senhora. É impossível negarmos o quanto os votos matrimoniais e a quebra brusca e dolorosa dos sonhos da senhora Lisabel a afetaram em demasia. Creio senhor Prévan que posso tratá-la mas nada posso garantir de concreto quanto a sua melhora, se a cura se entrever pelos caminhos dificultosos da depressão e dos distúrbios de agonia eu nada poderei fazer e ... sinto dizer-vos mas ... sua senhora estará fadada á loucura.'' O silêncio que se seguiu foi pesado, Morgana quis gritar mas a voz escapou-lhe, não compreendia do que falavam. O que haveria de amargurar tão profundamente sua mãe que nada pudesse alegrá-la?
Prévan voltou a falar mas não parecia sequer comovido.''Faça tudo que puderes doutor, um caso de loucura na família La Fére poderia prejudicar infinitamente nosso nome. Enlouquecer de amor, Mondigliane? -riu-se Prévan- Creio que minha senhora e esposa não seria tão torpe e infantil a ponto de tal asneira, providenciarei para que largue mão de tamanhos caprichos pueris.'' Morgana sentiu tanta raiva que saiu para o corredor. Não sabia do que o doutor e seu pai falavam mas sabia que o tom de voz de Prévan não demonstrava preocupação alguma com Lisabel. Olhou para eles, o doutor encarou-a assustado. A menina os ouvira! Ah ! Pobre menina ... Prévan apenas olhou-a, os cabelos desajeitados, o pijama, sua expressão de raiva e as pequenas mãozinhas que se apertavam. Patético! Crianças ... Olhou-a com frieza. '' Não lhe ensinei a ouvir atrás das portas menina insolente, considere-se de castigo e está proibida de aproximar-te de Lisabel, ela está ... - pensou ele medindo suas palavras- doente. Você não deve encomodá-la com suas peraltices bobas.'' Dito isso afastou-se, enquanto o doutor olhava-os perplexo e dos olhos de Morgana escorriam lágrimas.
Prévan voltou a falar mas não parecia sequer comovido.''Faça tudo que puderes doutor, um caso de loucura na família La Fére poderia prejudicar infinitamente nosso nome. Enlouquecer de amor, Mondigliane? -riu-se Prévan- Creio que minha senhora e esposa não seria tão torpe e infantil a ponto de tal asneira, providenciarei para que largue mão de tamanhos caprichos pueris.'' Morgana sentiu tanta raiva que saiu para o corredor. Não sabia do que o doutor e seu pai falavam mas sabia que o tom de voz de Prévan não demonstrava preocupação alguma com Lisabel. Olhou para eles, o doutor encarou-a assustado. A menina os ouvira! Ah ! Pobre menina ... Prévan apenas olhou-a, os cabelos desajeitados, o pijama, sua expressão de raiva e as pequenas mãozinhas que se apertavam. Patético! Crianças ... Olhou-a com frieza. '' Não lhe ensinei a ouvir atrás das portas menina insolente, considere-se de castigo e está proibida de aproximar-te de Lisabel, ela está ... - pensou ele medindo suas palavras- doente. Você não deve encomodá-la com suas peraltices bobas.'' Dito isso afastou-se, enquanto o doutor olhava-os perplexo e dos olhos de Morgana escorriam lágrimas.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Capítulo 2 : Belleroche.
Morgana levantou-se suavemente do banco, deixando a mãe sozinha, tocando , esgueirando - se até a janela olhou para o jardim ... Lá estava Belleroche. Não entendia porque um garoto tão jovem precisava trabalhar e viver longe da família. Lembrava-se perfeitamente da noite em que ele surgira, Prévan, seu pai, ficara transtornado e Lisabel embora séria acalmara-o, convencendo-o a contratar o garoto. Belleroche era apenas um menino, tinha 13 anos, os cabelos loiros, ondulados e longos e possuía olhos extremamente doces, profundos, brilhantes e encantadores ... de um castanho-escuro muito profundo.Sua pele era alva e de aparência suave, era um jovem de modos refinados. Na noite de sua chegada Morgana acordara ouvindo gritos, seu pai discutia com sua mãe no quarto ao lado , Morgana sentara - se na cama, lá fora uma tempestade despencava com raios e trovões, estava muito frio. Prévan berrava que o garoto não podia ficar, que deveria ter morrido e que jamais poderia aceitá - lo em sua casa, amaldiçoara Madeleine de Bourgoaux por tê-lo criado em seu ventre e dizia a Lisabel que ele era o erro de uma '' miserável '' . Lisabel havia lhe respondido brevemente e Morgana não ouvira-lhe a resposta que fora dita com firmeza porém não aos gritos e fizera Prévan calar-se instantâneamente.
No dia seguinte Morgana pode ver de quem se tratava Belleroche ... Não havia se passado mais do que um ano, talvez pouco mais de seis meses mas Morgana já se acostumara á presença de Belleroche no jardim. Sim, Belleroche fora contratado como jardineiro. Cuidava das rosas, dos canteiros de margaridas, de todo o vasto e luxuoso jardim dos La Fére.Logo Morgana havia sido apresentada a ele e assim descobrira que Belleróche fora criado pela tia, nada sabia sobre os pais dele e que era muito pobre, sua tia Roxanne Vaubán estava doente e ele precisava afastar-se para não causar-lhe custos. Morgana não demorou a tornar-se sua amiga embora permanecesse arredia e tímida diante dele, visitava-o continuamente entre as flores e naquele momento observava-o ... tão belo ... Lisabel observava-a docemente:'' Morgana não faz idéia dos enlaces e desenlaces de nossas histórias ... não sabe os segredos que se escondem por trás dessa descoberta do amor em sua mais tenra idade ... Morgana escolheu o rapaz mais proibido e porém mais perfeito para ela ... '' Morgana observava o jardineiro, na doçura de seus 5 anos sem entender o espanto e encanto que sentia por seu único e mais velho amigo.
No dia seguinte Morgana pode ver de quem se tratava Belleroche ... Não havia se passado mais do que um ano, talvez pouco mais de seis meses mas Morgana já se acostumara á presença de Belleroche no jardim. Sim, Belleroche fora contratado como jardineiro. Cuidava das rosas, dos canteiros de margaridas, de todo o vasto e luxuoso jardim dos La Fére.Logo Morgana havia sido apresentada a ele e assim descobrira que Belleróche fora criado pela tia, nada sabia sobre os pais dele e que era muito pobre, sua tia Roxanne Vaubán estava doente e ele precisava afastar-se para não causar-lhe custos. Morgana não demorou a tornar-se sua amiga embora permanecesse arredia e tímida diante dele, visitava-o continuamente entre as flores e naquele momento observava-o ... tão belo ... Lisabel observava-a docemente:'' Morgana não faz idéia dos enlaces e desenlaces de nossas histórias ... não sabe os segredos que se escondem por trás dessa descoberta do amor em sua mais tenra idade ... Morgana escolheu o rapaz mais proibido e porém mais perfeito para ela ... '' Morgana observava o jardineiro, na doçura de seus 5 anos sem entender o espanto e encanto que sentia por seu único e mais velho amigo.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Capítulo 1 : Lisabel e Morgana.
Estava frio ... a brisa soprava de um jeito cortante ... quase triste .Lisabel tocava a Moonlight de Beethoven, seus dedos esguios e pálidos tocavam, suaves, as teclas do piano. A pequena Morgana olhava os dedos da mãe, indo e vindo, seus movimentos eram tão graciosos, a mãe era tão bonita ... Morgana não tinha mais do que cinco anos, era pequena, tímida e tinha um ar taciturno, quase sombrio, mas era uma criança doce e tinha os olhos negros como a noite. Morgana tinha por Lisabel a admiração que toda criança tratada com mimos e agrados possui por sua mãe, Morgana queria estar onde a mãe estivesse, sempre. Lisabel sentia um imenso prazer em ter Morgana a seu lado, Lisabel gostava de ver o deleite que a pequena Morgana tinha pela música ... Ah ! Por quê ela não podia crescer em um ambiente mais feliz ? Por quê Morgana tinha que viver naquele lar do silêncio e da amargura ? Lisabel derramava lágrimas silenciosas, sentia o pequeno corpo de sua filha a seu lado, sentada no mesmo banco observando - a, sempre tão atenta e esperta ... Lisabel jamais havia amado alguém tanto como amava Morgana ... apenas talvez ... Não ! Amor algum se comparava aquele !
Morgana sentia o calor do corpo da mãe, era tão bela ... mas por quê sempre parecia tão triste ? Seus sorrisos eram tão baços ... seu olhar era tão distante ... Lisabel era alta, esguia, esbelta ... tão pálida e tão doce! Sua voz era sempre tão suave e calma, nunca se alterava ... sempre tranquila e delicada. Lisabel era tão jovem ... Morgana sabia que vivia em uma época em que as moças se casavam muito cedo e que a mãe havia se casado aos quinze anos, agora tinha vinte e três anos, ou seriam vinte e quatro ? Morgana não sabia ao certo ... queria tanto ser parecida com ela ... mas eram tão ... tão diferentes !Lisabel tinha os cabelos muito compridos, de um tom castanho claro, quase lhe chegavam ás panturrilhas, não eram volumosos mas muito brilhantes e perfumados, sempre bem arrumados. Seus olhos eram da cor do mel e sua tez era delgada e refinada, suas sombrancelhas eram suaves e lhe davam um consatante ar de majestade, seus lábios eram de um rosa claro, muito doces e bem desenhados ... Mas Morgana ... era morena, de aspecto um tanto mais rude, um tanto mais ... '' selvagem ''. Seus cabelos negros eram ondeados e já lhe chegavam às costas, seus olhos eram negros e brilhantes, astutos e extremamente belos ... seu ar era um tanto mais grave e não muito suave, parecendo sempre alerta e desconfiada ... Sua pele era suavemente morena e seu porte ainda que infantil beirava o desafiador, Morgana tinha as mãos pequenas e suaves mas não tão graciosas e elegantes como as de Lisabel ... a única coisa de que Morgana se orgulhava de possuir era o sorriso ... era igualzinho ao da mãe ...
Morgana sentia o calor do corpo da mãe, era tão bela ... mas por quê sempre parecia tão triste ? Seus sorrisos eram tão baços ... seu olhar era tão distante ... Lisabel era alta, esguia, esbelta ... tão pálida e tão doce! Sua voz era sempre tão suave e calma, nunca se alterava ... sempre tranquila e delicada. Lisabel era tão jovem ... Morgana sabia que vivia em uma época em que as moças se casavam muito cedo e que a mãe havia se casado aos quinze anos, agora tinha vinte e três anos, ou seriam vinte e quatro ? Morgana não sabia ao certo ... queria tanto ser parecida com ela ... mas eram tão ... tão diferentes !Lisabel tinha os cabelos muito compridos, de um tom castanho claro, quase lhe chegavam ás panturrilhas, não eram volumosos mas muito brilhantes e perfumados, sempre bem arrumados. Seus olhos eram da cor do mel e sua tez era delgada e refinada, suas sombrancelhas eram suaves e lhe davam um consatante ar de majestade, seus lábios eram de um rosa claro, muito doces e bem desenhados ... Mas Morgana ... era morena, de aspecto um tanto mais rude, um tanto mais ... '' selvagem ''. Seus cabelos negros eram ondeados e já lhe chegavam às costas, seus olhos eram negros e brilhantes, astutos e extremamente belos ... seu ar era um tanto mais grave e não muito suave, parecendo sempre alerta e desconfiada ... Sua pele era suavemente morena e seu porte ainda que infantil beirava o desafiador, Morgana tinha as mãos pequenas e suaves mas não tão graciosas e elegantes como as de Lisabel ... a única coisa de que Morgana se orgulhava de possuir era o sorriso ... era igualzinho ao da mãe ...
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